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Gamificação nas empresas

 

Conheça as vantagens do conceito de jogos aplicado ao ambiente de trabalho.

A gamificação nas empresas é, na prática, uma estratégia para engajar pessoas utilizando-se de técnicas de games e guiá-las na busca pelos objetivos propostos pela empresa a cada uma delas ou a uma equipe. A gamificação nas empresas se dá por meio de estratégias de recompensas, feedbacks imediatos, interação social e da conquista de status, criando entre os participantes uma competitividade saudável e leve. Imagine, por exemplo, um escritório com diversos setores em que a média de atrasos por funcionário seja de 3h/mês e os gestores, visando a produtividade, querem diminuir este número. Este poderia ser um caso bastante apropriado para o uso da gamificação, promovendo recompensas por pessoa ou equipes que mais eliminassem os atrasos. Talvez alguém possa até pensar que chegar no horário é a obrigação do funcionário. Sim, via de regra, de fato é mesmo, mas, sinceramente, há casos de empresas muito severas a respeito do horário de entrada que nunca conseguiram melhorar seus índices e acabavam apelando para a demissão, o que gerava ainda mais retrabalho, pois era necessário contratar um novo funcionário que não necessariamente seria mais pontual que o anterior. A vantagem da gamificação nas empresas é que ela vai de encontro às novas gerações que cresceram jogando videos games e outros tipos de jogos. É uma forma de baixo custo para motivar os funcionários a melhorarem suas métricas, sejam elas quais forem, sem que isso tenha que ser um fardo para eles.

Como surgiu

O termo surgiu lá pelos anos 80 com Danile Burrus, porém tinha uma grafia um pouco diferente: gameification. Mais tarde no início do século XXI, Nick Pelling da início a popularização do termo gamification como o conhecemos. A área da educação deu grande abertura ao método e passou a aplicar as técnicas de game às rotinas de ensino, o que ajudou a popularizar ainda mais a gamificação. Não à toa, diversas empresas de treinamento e capacitação utilizam-se dela para aumentar o engajamento das pessoas nos estudos. Uma pesquisa da TalentLMS feita com estudantes, mostra que cerca de 80% deles declararam que, se aplicado o conceito gamification no ensino das disciplinas em suas universidades ou instituições de ensino, eles seriam mais produtivos. Não demorou muito tempo para que surgissem as empresas especializadas em treinamentos corporativos que se utilizam do conceito de games, ajudando a disseminar a gamificação também no mundo empresarial. Sobre o futuro da gamificação, um estudo feito pela Gartner estipula que, das 1000 empresas globais pesquisadas, 40% usam a gamificação como ferramenta para a aperfeiçoamento de suas operações.

Principais benefícios da gamificação

Colaboração

Lembrando que a gamificação envolve pontuação, ranking e placar, sejam eles associados individualmente a pessoas ou a equipes. Uma vez que todos entram na onda e comecem a jogar para alcançar os objetivos da empresa, a interação entre funcionários e as áreas tendem a aumentar. É como se fosse um campeonato, em que os participantes, de maneira saudável e amistosa, competem entre si. A colaboração por meio da gamificação leva as pessoas a trocar conhecimento de maneira leve e fluída, permitindo a evolução dos processos da empresa. Outro ponto positivo da interação entre os colaboradores é a criação de laços, fortalecendo os relacionamentos profissionais.

Pertencimento

A partir do momento que estamos numa rotina gamificada, interagindo constantemente com nossos colegas de trabalho para alcançar as metas definidas, o nosso sentimento de pertencimento aumenta e nos sentimos verdadeiramente num trabalho em equipe. Quando o sentimento de pertencimento aflora num colaborador, ele trabalha com mais sinergia com seus pares e superiores. Nada mais gratificante para alguém do que sentir-se parte de um projeto, de uma equipe ou de uma organização.

Engajamento

Funcionários que de fato sentem-se parte de uma empresa, isto é, pessoas que “vestem a camisa da empresa”, pode-se dizer que eles são funcionários genuinamente engajados com o seu trabalho. E não há como forçar ninguém a estar engajado utilizando-se de punições, ameaças ou coisas do tipo. É aí que a gamificação faz toda a diferença, pois ela não usa de ameaças ou da “política do medo”, como algumas empresas preferem fazer para manter os funcionários “na linha”. A gamificação nas empresas vem pela proposta de desafios, objetivos e regras claras, sendo acompanhados de feeedbacks imediatos. Ela se dá pela liberdade das pessoas interagirem em prol de uma causa, um projeto ou um produto, internalizando o espírito de equipe dentro de cada um.

Mensuração

Por se tratar de um conceito baseado em games, é essencial que haja métricas — que podemos chamar de pontuação — para acompanhar o desempenho e a evolução dos “jogadores”. Depois de ter uma definição de “pontos” relacionado a um determinado objetivo, seja ele individual ou por equipe, é possível começar a elaborar um placar mostrando o desempenho atual e o quanto falta para se alcançar aquilo que foi proposto. Após um certo número de “jogadas” é possível criar um histórico com a performance de cada funcionário ou equipe, ou até mesmo um ranking com o desempenho. Porém, vale a avaliação de como formatar este ranking, pois a ideia aqui não é expor ninguém e sim estimular a competitividade saudável.

Produtividade

Uma vez que o desempenho de pessoas e equipes é mensurado, ele pode então ser avaliado e melhorado. É como se os índices de produtividade estivessem visíveis para todos na empresa, levando cada um a pensar em como melhorar o seu próprio número. Perceba que é diferente dos casos em que apenas os gestores das áreas têm conhecimento de quanto e onde a produtividade é perdida. Nessas situações eles costumam simplesmente ver o que precisa ser melhorado e então impor aos funcionários as mudanças necessárias. E como toda mudança e cobrança gera resistência, nem sempre esse caminho leva a resultados, podendo muitas vezes levar a pioras. A gamificação nas empresas permite que os próprios funcionários acompanhem seus índices, levando-os a ter consciência de suas perdas sem que ninguém precise ir lá e aponte as falhas. É um processo quase autodidata. É um desejo de mudança que vem de dentro pra fora e não imposto por alguém — muitas vezes sob duras críticas que levam à desmotivação.

Exemplos de gamificação nas empresas

Um exemplo bastante conhecido de gamificação, simples e de longa data são as famosas placas informando o recorde de dias sem acidente de trabalho. Essa prática é muito comum em empresas onde os funcionários estão mais expostos a acidentes decorrentes de alguma atividade de trabalho. Há inúmeros exemplos de gamificação para a melhora de índices. Um caso interessante se deu numa escola técnica na cidade de Guarulhos, em que a direção queria diminuir o atraso dos alunos nas aulas e então passou a oferecer uma mesa de café da manhã para a turma que tivesse o menor número de atrasos no mês, levando os próprios alunos a cobrarem um dos outros mais pontualidade. Um caso famoso é o do aplicativo Duolingo que propõe aos usuários estudarem uma nova língua por meio de um processo de aprendizagem totalmente gamificado. Após o usuário se cadastrar, escolher o idioma e, a partir de testes, definir um nível de conhecimento, ele começa a participar de desafios para acumular pontos dentro da plataforma.

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